Whiplash – Em Busca da Perfeição

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Não existem duas palavras em nossa língua mais prejudiciais do que ‘bom trabalho”.

“Em Busca da Perfeição”. O que isso significa para você? Atingir o perfeccionismo, certo? E como você consegue chegar a esse ponto?

Confesso que resolvi assistir Whiplash mais por Miles Teller do que pelo longa ter sido indicado ao Oscar, até porque, eu acho difícil achar um filme realmente bom e ousado para falar sobre música, ainda mais um que tem o foco em um baterista.

Enquanto eu assistia o filme, eu ia me lembrando dos meus tempos de infância, enquanto eu passava horas do meu dia estudando música, para que quando minha professora chegasse, não houvesse nenhum erro em minha performance.

Vamos dizer que é mais ou menos isso que acontece com Andrew Neiman, interpretado pelo Miles. Ele é um baterista, que busca se tornar um dos maiores músicos da geração, estuda em um dos melhores conservatórios do país, e como qualquer músico presente naquele lugar, tenta agradar e atrair o célebre regente Terence Fletcher, interpretado por J.K. Simmons. A boa notícia, é que Andrew consegue chamar a atenção de Fletcher. A má notícia, é que o cara não é apenas exigente, a sua disciplina é militar e quase abusiva, a ponto de agredir verbalmente e fisicamente e psicologicamente os seus músicos.

Andrew então, não satisfeito em estar na banda, começa a entrar em um processo – que ao meu ver é de auto destruição – de busca da perfeição, que se torna uma obsessão, fazendo com que ele se afaste das pessoas e pense apenas na bateria.

A direção de fotografia feita por Sharone Meir, merece um destaque especial. Cada detalhe mínimo dos movimentos mostra um respeito pela música. O diretor e roteirista Damien Chazelle também merece receber um carinho especial por toda a sua dedicação.

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Uma curiosidade interessante, é que Miles Teller tocou em 70% das cenas do filme, sendo substituído pelo seu instrutor. O ator, toca bateria desde os 15 anos, passou por várias sessões de aula para aprender o jazz, e inclusive, foi ele que participou de uma das cenas que mais me marcou durante o filme, onde toca o instrumento até suas mãos sangrarem, sendo que o sangue, era realmente do ator. O filme então, traz uma sequência final espetacular, o encerrando da melhor maneira possível.

Com esse filme concluí que: Miles Teller é muito melhor do que as pessoas pensam. Melissa Benoist – que pra sempre será a sonsa do Glee – realmente não é uma boa atriz. E a perfeição tem seu preço, e ele nem sempre é bom.

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4 comentários sobre “Whiplash – Em Busca da Perfeição

  1. Eu resolvi assistir todos os indicados sem ver trailer, sinopses ou críticas. Peguei o Whiplash sem fazer noção do que se tratava e ele simplesmente me surpreendeu. Tanto pelo enredo e atuação como pela cenografia e fotografia, mas principalmente pelo ritmo. Os cortes de cenas acompanhando a música é proposital para fazer corações acelerados paparem numa virada de tambores. É não só a melhor trilha sonora como o mais emocionante também!

    1. Exatamente, Fer. Eu assisti sem ver o trailer também e logo na primeira cena eu já estava com o coração acelerado. Cada corte de cena era uma nova emoção, tanto que eu não parei de suar por um minuto enquanto eu assistia. hahahahahahahaha

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