Cidades de Papel

“Todos os momentos da vida são vividos no futuro: você frequenta a escola para entrar na faculdade para arrumar um bom emprego para comprar uma casa legal e mandar os filhos para a faculdade para que eles consigam arrumar um bom emprego para comprar uma casa legal para mandar os filhos para a faculdade.” (p. 34*)

Eu disse que em 2015 faria mais resenhas, certo? Pois bem, vamos começar a cumprir essa promessa com Cidades de Papel, um dos títulos do senhor John Green. Esse foi o último livro que comecei a ler em 2014 e o primeiro que terminei em 2015, portanto achei justo abrir a lista com ele.

Conforme lia página por página, vi que o livro é dividido em três partes: Os fios, A relva e O navio e aqui farei minhas considerações sobre cada uma delas. Sem mais delongas, simbora!

Conhecemos Quentin Jacobsen – ou simplesmente “Q” – e logo no início percebemos algumas coisas ao seu respeito, como: Q, um garoto que está prestes a ir para a faculdade, não está muito disposto a comparecer ao baile de formatura do colégio e percebemos também que a paixão que ele nutriu por Margo Roth Spiegelman na infância permanece com a chama acesa.

Durante um bom tempo eu fiquei pensando que Cidades de Papel cairia em um baita clichê. Acreditei com força que Q, o menino-que-não-queria-ir-ao-baile-de-formatura, enfim decidiria ir à festa e tomaria coragem para chamar Margo para ir com ele e aquele blablablá todo, mas as atitudes de Margo me mostraram que não seria bem assim. A menina popular, louca e toda legalzona praticamente estava me dizendo: ei, garota, coisas vão acontecer antes disso.

E aconteceram. E em meio a todos aqueles acontecimentos, eu só conseguia pensar: essas casas tem câmeras de segurança? Ninguém tá vendo isso? Ninguém vai denunciar? Eles não vão se lascar?!!!

Agora quem lhe diz uma coisa sou eu, leitores: foram apenas nove capítulos para quem está lendo, mas para o protagonista foi uma noite inesquecível. Você fica na expectativa junto com Q, aguardando pelo próximo item do plano que Margo criou com sua mente pra lá de imaginativa. Se você acha que Os fios podem ser o ponto alto do livro, shhhh, relaxa e siga para a próxima parte. Esse foi apenas o início.

Ainda que ele continuasse sendo citado, eu praticamente esqueci que aconteceria um baile de formatura na história. N’A relva nós assistimos Q se embrenhar em uma busca incansável que praticamente se tornou uma obsessão. Por esse motivo acredito que posso dizer que “paciência” e “determinação” sejam palavras que definem essa parte.

Temos aqui vinte capítulos e foram páginas que, para mim, demoraram um pouco para passar. Talvez eu tenha ficado tão aflita quanto Q estava. Além do empenho dele em chegar onde queria, também gostei de ver o apoio que Ben e Radar, seus melhores amigos, deram nessa busca. Gosto de histórias que envolvem amizade e gosto mais ainda quando vejo que ela é desenvolvida.

Depois de ficar muitas e muitas páginas com uma expectativa louca, enfim nós chegamos a um ponto crucial. E é aí que entramos n’O navio.

Enquanto A relva demora pra passar, O navio praticamente voa. É tudo muito rápido e você sente a agitação dos personagens. A terceira parte é uma corrida contra o tempo.

Dentre as três, O navio foi a minha preferida. É adrenalina, é sufoco e mesmo assim dei boas risadas. Se eu já gostei do apoio dos amigos na segunda parte, aqui então… nem se fala.

Estou pensando agora e é engraçado ver que falei tão pouco sobre a parte que mais gostei. Deveria ser o contrário, quem sabe, mas meu medo de soltar spoilers falou mais alto! Então sobre essa parte deixo apenas essas palavras. É empolgante e eu não via a hora de chegar até o fim, para descobrir se Q conseguiria ou não.

Cidades de Papel foi o segundo livro de John Green que eu li. Embarquei nessa viagem sem saber absolutamente nada sobre a história, tanto é que só dei uma olhada na quarta capa quando estava com o meu livro em mãos, na minha casa. Eu estava às cegas e não me arrependi por ter seguido assim.

Uma das coisas que eu mais gostei nesse livro é que, na minha opinião, ele fala sobre conhecer o outro. Alguns trechos, inclusive, foram verdadeiros tapas na minha cara. E sobre o final: deu muita vontade de ler um epílogo, mas não tinha! Só que esse detalhe não diminui meu carinho pela história, viu? Confesso que estou sentindo falta de Q, Ben, Radar, Lacey e Margo. Ah… a Margo.

“Pensei na minha Margo, na Margo de Lacey, na Margo da Sra. Spiegelman, e em todos nós olhando para o reflexo dela nos vários espelhos de um labirinto de espelhos de um parque de diversões.” (p. 150*)

* Minha edição é a econômica. Talvez os trechos que eu coloquei estejam em outras páginas na edição comercial.

Skoob 

assinatura Agora v4i

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7 comentários sobre “Cidades de Papel

  1. Li cidades de papel no ano passado, achei o livro bom, mas nada de mais. Não em sinto muito atraída pelos livros do John Green, já li todos menos o Teorema de Katherine e tem muita coisa repetitiva. Mesmo assim, não me arrependo da leitura. Ótima resenha 😀

    1. Sabe que eu gostei mesmo de Cidades de Papel? Achei envolvente e a trama me chamou a atenção (a única coisa que me fez lembrar A Culpa é das Estrelas, o outro que já li dele, foi o garoto chamado Gus!). Mas não sei como são os outros livros, né? Eles estão na minha lista. Vamos ver o que vou achar :3

      Muito obrigada, Amélia! 😀

  2. Nossa, esse é o tipo de livro que eu via o nome e me interessava pela capa (eu estudo Design; você espera o quê?), mas por conta das desavenças da vida eu nunca pude comprá-lo. Também notei que muitas pessoas que leram não acharam o livro nada demais, o que só me desanimou. PORÉM: agora que li sua resenha, Niih, a vontade de ler voltou. Gosto muito de livros divididos em partes e, nossa, eu gostei muito das citações que você colocou no post, entãããão… em breve, logo estarei eu viajando por essas páginas também. ❤

    1. Que booooooooooom que a vontade voltou, baby *-* Esse livro é _recheado_ de trechos legais. Eu fiquei meio desesperada até quanto a quais escolheria. Quero saber o que você vai achar do livro quando ler ❤

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