II – Em Chamas

Esse post é a continuação desse aqui.

Voltei a dividir o quarto com a Isis. Cinco anos após ter conquistado minha pseudo-independência, estar devidamente concursada e auxiliando nas despesas de uma obra, cá estou dividindo o mesmo espaço com a minha irmã mais nova. Nos primeiros dias, admito, me senti como uma verdadeira intrusa. Minha cama está no mesmo espaço onde antes ficava a penteadeira dela. Ela gosta de dormir no escuro, eu não consigo descansar sem alguma fonte de luz e o esforço que nós duas precisamos fazer pra encaixar as roupas no armário, nossa! Prefiro nem comentar!

A situação, na verdade, é temporária. A casa dos fundos ficará sob os meus cuidados, o único porém é que ela será a última parte da reforma. Isis e eu precisaremos conviver sob essas condições delicadinhas por alguns meses, mas você sabia que a minha irmãzinha amadureceu um monte? Em outras épocas nós provavelmente estaríamos prestes a arrancar os cabelos uma da outra, mas hoje ela tá levando tudo com uma tranquilidade que me surpreendeu. Ela não se importou em transferir o conteúdo da penteadeira para o banheiro – eram cosméticos, praticamente – e até me agradeceu por ter sido obrigada a liberar espaço no guarda-roupa. “Eu tava mesmo querendo me livrar de algumas coisas”, ela disse. A solução encontrada para a hora de dormir foi deixar uma brecha da porta aberta, assim a luz do corredor bate certinho na minha cama e não atrapalha o sono dela. Isis cresceu sem que eu percebesse.

Essas atitudes fizeram com que eu me sentisse acolhida. Com o passar dos dias até comecei a me sentir à vontade! Mas isso não diminuiu a ansiedade de levar todas as minhas coisas para a futura-casa, é claro! hahahaha

A adaptação na antiga-nova-cidade levou cerca de duas semanas. Nesse período estou incluindo toda a mudança pra cá, a organização das coisas e o início das minhas atividades como professora de inglês. Ah, sim. Já estou trabalhando. Não quero falar sobre isso agora, mas prometo que logo contarei absolutamente tudo, ok? Por agora, vamos ficar em outros assuntos.

Ao longo desses quinze dias “Em Chamas” estreou no cinema. Aqui, como você sabe, não tem cinema, mas o nosso pessoal me chamou pra ir à estréia com eles. Fiquei feliz por não terem me esquecido após a mudança, mas recusei o convite. Sabe como é, a correria de preparar as primeiras aulas, atender os pedreiros e todo esse blábláblá me impediram de pegar a estrada. Também tem o fato de que nós tínhamos combinado de ir juntos nessa estréia.

Lembra como foram as coisas ano passado? Estávamos loucos para assistir um determinado filme – que hoje já nem sei mais qual era! – e quando finalmente conseguimos um tempinho para ir juntos, plim!, ele já não estava mais em cartaz. Não estávamos nem um pouco a fim de perder a viagem, então iniciamos a seleção de qual longa assistiríamos naquele dia. Jogos Vorazes foi o primeiro que descartamos e, por incrível que pareça, o único que se encaixava no nosso horário. Você não queria de jeito nenhum porque achava que era “modinha demais”, mas mesmo assim resolvemos dar uma chance.

Foi realmente engraçado vê-lo sair do cinema dizendo “vamos passar AGORA na livraria e comprar o próximo da série”, porque você queria saber tudo o que aconteceria na continuação. E naquele momento decidimos que iríamos juntos na estréia do próximo. Nem sabíamos se teria um segundo filme, mas estávamos certos de que estaríamos presentes na estréia.

Sem querer te deixar com mais vontade ainda de assistir, meu bem, mas Em Chamas é MUITO BOM.

É… digamos que eu tenha ido assistir no primeiro final de semana com folga do trabalho. Ester insistiu, insistiu, insistiu e eu acabei cedendo ao chamado da amiga mais grávida que nós temos. Fui para a capital na sexta à noite e voltei na tarde de domingo. Fomos ao cinema no sábado e, cara… quero assistir de novo. Faça o favor de voltar logo para que possamos finalmente ver juntos, ta? Enquanto isso,vou adiantar algumas coisas (só porque eu sou legal!).

Eles foram muito fiéis ao livro. Tiraram um detalhe aqui, outro ali, mas nada que atrapalhasse a trama. Sei que você odeia quando faço comparações, mas isso que vou dizer agora não é uma comparação de verdaaaade. Uma das falas do Peeta é “Sempre”. Só isso. Sempre. Dúvidas de que lembrei do nosso lindo e amado professor Snape? Dúvidas de que meu coração apertou naquele momento? Pois é. Prosseguindo. A cena da Johanna nua se resume a “Johanna com os ombros expostos”. PODE CHORAR. EU CHOREI. Eles também censuraram os palavrões da parte dela (ô menina que xinga, hein? Tá pior que você). Uma semana depois da estréia ainda tinha gente gritando por causa do Finnick, acredita? Acredita também que eu era uma das menininhas que gritaram? Fazer o quê, é a vida. Acho que tá bom, né? Eu gostei, tem o meu selo de aprovação e isso já deve resumir todo o resto que eu poderia contar: É BOOOOOM.

Depois nós voltamos pra casa. Ester estava enjoada – essa menina ta enjoando demais, cara – e eu ligada no 220 – nada impressionante depois de um filme como aquele. Mas todo o meu ânimo foi por água abaixo assim que ligamos a TV. Estava passando o jornal, amor. E a matéria principal era sobre o seu acidente.

***

E depois de duas semaninhas de ausência, cá estou com a sequência de “Mudanças” (muito obrigada pelos comentários, meninas. Vocês me estimulam a continuar escrevendo <3) e, consequentemente, a segunda parte de “Enquanto você não volta…”. Espero que vocês gostem de ler tanto quanto eu gostei de escrever!

Nos vemos no próximo post, combinado?

Nikki.

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2 comentários sobre “II – Em Chamas

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