Levando cultura do Oiapoque ao Chuí

Marina e Will são dois paulistas como qualquer outros, ela de 24 ele 27, trabalhavam juntos e começaram a namorar, como dois jovens comuns. A diferença é que os dois sempre quiseram conhecer todo o Brasil e “quando um louco encontra outro, não tem jeito” como ela mesmo diz. 

Um belo dia, decidiram largar o emprego e pegar a estada. Desde abril saíram do Norte do país com o objetivo de atravessar todo o país em um ano. Até agora já foram oito estados (AM, PA, RR, AM, AC, RO, MT e eu os encontrei no meio da faculdade, aqui em MS). Apenas com a mochila nas costas, sem um roteiro de viagens, querem fazer o famoso trajeto do Oiapoque ao Chuí.

Foto do casal no Acre “Pra quem duvidou! SIM o Acre existe ” eles postaram no face

Mas sair pelo Brasil só para passear não era o bastante para eles, então começaram um projeto social – muito bacana – chamado “Valendo Brasil” (página no face) levando bibliotecas itinerantes para todos os lugares em que passam, levando a inclusão literária para o país inteiro. Até agora, o projeto que usa materiais reciclados e livros doados já foi realizado em 13 municípios.

Para arcar pela longa viagem eles pintam e vendem quadros com a técnica de estêncil. Marina explica que eles fazem várias coleções, já fizeram de clássicos de cinema, super heróis, músicos famosos… já pintaram de PDSC_0003oderoso Chefão até Bob Marley. Will conta que pintar era um hobbie para eles, mas na hora da necessidade resolveram vendê-los. “Nem todo mundo valoriza a arte”, ele conta. Os quadros custam de 25 à 140 reais.

 

Para economizar o máximo que podem eles contam com caronas, abrigos e o que mais for possível. Marina conta que quando foram para Roraima, ficaram acampados em uma sociedade alternativa, onde viajantes eram abrigados, lá cada um vive com R$10,00 por semana e aprende a reaproveitar e compartilhar tudo, inclusive os alimentos.

Eles contam que de toda a experiência, o melhor é a oportunidade da troca de experiência. Longe de todo o conforto de casa, eles precisaram se virar e se adaptar a várias situações. Em Campo Grande- MS , aprenderam com a pessoa que está os abrigando o nosso velho hábito de tomar tereré (para quem não sabe é como um chimarrão, só que gelado). E assim, vão adquirindo um pouco da diversidade cultural desse país tão grande. Will disse que em uma viagem que tinha feito para a Holanda os gringos falavam e perguntavam se ele conhecia a Amazônia… hoje ele diz “É, eu conheci a Amazônia”.

DSC_0004

Se interessou pelo projeto??? Mais informações em http://www.valendobrasil.com.br/

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2 comentários sobre “Levando cultura do Oiapoque ao Chuí

  1. Oi Lay, pois é.. eu tive essa surpresa quando resolvi perguntar (sem expectativa nenhuma) o que eles estavam fazendo lá. Vendo todo o projeto e a história deles dá até vontade de se jogar por aí, né??
    Falta só coragem.

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