Especial: Dia dos namorados – Realidade vs expectativa

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Não íamos deixar passar o dia dos namorados em branco né? Por isso, resolvemos fazer algo diferente.Ao invés te dar dicas e aconselhar sobre o que fazer, o que comprar, o que assistir, vamos te mostrar como a mídia retrata os relacionamentos. Será que tudo que nós amamos nas comédias românticas são possíveis na vida real? Ou tudo não passa de ilusão, como a maioria dos contos de fada?

Vamos começar com a Jack e suas escolhas.

– 500 days of Summer

”O filme a seguir é um trabalho de ficção. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é puramente acidental” quando a primeira coisa que aparece na tela é este aviso do autor, sinal que você vai se identificar com alguém, ou com algum momento da história. “Essa é uma história de um garoto que conhece uma garota, mas você deve saber de antemão, isso não é uma história de amor”, logo em seguida vem um aviso do narrador, outro sinal de que: ou você vai gostar muito ou vai odiar com toda sua força.

Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt) cresceu acreditando que ele nunca iria ser verdadeiramente feliz até o dia em que conheceu a pessoa certa. Essa crença resultou da exposição precoce à triste música pop britânica. Summer Finn (Zooey Deschanel) não compartilhava dessa crença, desde a separação de seus pais, ela só ama duas coisas: primeiro é seu longo cabelo escuro. Segundo a facilidade com que ela pode cortá-lo e não sentir nada. Tom encontra Summer no dia 8 de janeiro. Ele sabe quase imediatamente que ela é quem ele vem buscando.

Não seria justo contar um pouco da história sem recorrer a própria descrição dada no filme, mas vou me concentrar no ponto central deste post que é “o quão real ou irreal esta história é”. A maneira como é retratado no filme o momento em que Tom se apaixona por Summer no primeiro instante em que coloca os olhos nela é, completamente, real. Ele passa a pensar nela a todo o momento e tenta encontrar maneiras de chamar sua atenção, todas(os) nós já passamos por esse estado de paixão incontrolável. Outro ponto alto, o momento em que o casal se separa. O roteiro pode ser o mais clichê possível, mas mostra muito bem como acontece na realidade, a maioria dos relacionamentos termina porque alguém não ama mais o outro. É justamente o que acontece com Tom e Summer, enquanto ele se prende as belezas do namoro, ela se entedia com a rotina e não o vê com os mesmos olhos.

Mas assim como, também, acontece na vida real a depressão do fim de um relacionamento passa. Claro que como todo filme tem certos exageros, que é pra criar o mínimo de ilusão na nossa cabeça que nossa vida pode ser como acontece lá. As estações do ano, que são usadas no longa como metáfora pra dizer que nós temos nossas próprias estações, nós amadurecemos e aprendemos com os erros. E não tem nada de errado em se apaixonar, mesmo que dure 500 dias.

– O Diário de uma babá

Um filme, aparentemente, inocente e engraçadinho que combina com sessão da tarde, pipoca e brigadeiro. Mas se você prestar a atenção vai ver que não é tão inocente assim.

 A começar pela personagem Annie Braddock, uma mocinha que acabou de sair da faculdade que está meio perdida sobre o que fazer da sua vida, e pra fugir das pressões da sociedade resolve aceitar um emprego de babá. Até aí ponto pro quesito realidade. Quem a interpreta é a Scarlett Johansson, a intenção do cinema é sempre te fazer se identificar com o tal do personagem principal mas quando este é uma mulher extremamente linda e que faz o papel de sedutora em todos os filmes, fica meio difícil. Quando vejo esse filme fica meio complicado associar uma menina toda desajeitada como babá, que sofre com a exigência da patroa e os chiliques da criança com um mulherão daqueles, mas como não poderia deixar de ser o patrão acaba assediando ela. Temos um impasse: por um lado é completamente plausível uma situação dessas, mas se não fosse a Scarlett que interpretasse a babá teriam colocado esta situação no roteiro? Hm,é de se pensar.

Mesmo com toda essa situação chatíssima da vida, Annie arruma um jeito de “trombar” no Gatão de Havard (Chris Evans). Não sei a probabilidade de você esbarrar num cara extremamente lindo e se apaixonar e ele também, mas nada é impossível vamos deixar bem claro. O que incomoda neste, e em outros filmes, é que os momentos bons que o casal passa junto são absolutamente lindos, você fica com muita vontade de viver aquilo também, mas os momentos ruins são meio superficiais. Bom nem preciso dizer que eles acabam juntos, porque se não acontecesse, mesmo depois dos impasses que eles passam ao longo do longa, não seria uma comédia romântica típica, seria um livro do Nicholas Sparks ou um filme do Woody Allen.

 Agora é a vez da  dar o seu ponto de vista sobre alguns filmes.

– Casa Comigo?

No filme “Casa Comigo?” nós começamos dentro de uma história real. Casal namora há algum (grande) tempo, a menina espera um pedido de casamento, mas isso não acontece. Fato. Muitas mulheres esperam por esse dia, e algumas esperam sentadas. Aí a protagonista descobre uma superstição e vai para a Irlanda para pedir o seu namorado em casamento. É nesse momento que as coisas começam a desandar. Acredito que poucas mulheres teriam coragem de cruzar o mundo para pedir o namorado, que não demonstra interesse algum, em casamento. Chegando no local, ela conhece outro cara. Eles se odeiam, mas ao passarem, sei lá, 2 dias juntos, percebem que se amam (oi?), mas ao conseguir encontrar o seu namorado, este a pede em casamento (só para conseguir o apartamento que eles queriam), e ela aceita, deixando o outro pobre coitado sozinho. Ao perceber que também amava o cara que ela conheceu durante 2 dias, ela vai até a Irlanda para se declarar, e eles se casam.

Agora vamos aos fatos: na realidade, em raríssimas exceções, você vai se apaixonar e ser correspondido em 2 dias, ainda mais se estiver em um país estranho, com uma cultura totalmente diferente. Se isso não acontece nem na mesma cidade, imagina em outro país. Outro detalhe, é que cara nenhum vai esperar sentado a moça que acabou de aceitar outro pedido de casamento voltar, ainda mais, só para relembrar, se ela for de outro país. Então, entre a realidade e a ilusão, esse filme está bem dentro da ilusão.

– Nick & Norah: Uma Noite de Amor e Música

Vamos falar mais uma vez sobre um romance rápido. Como vocês perceberam acima, eu não acredito em quem se apaixone de uma hora para a outra, porém, Nick e Nora, mostram uma história diferente. Nick nunca havia superado o término do seu namoro, e Norah filha de um empresário parece sempre estar no escanteio das amigas. Bom, até aí, eles são perfeitos um para o outro, ambos underdog. Durante a noite, eles se conhecem, tentam se ajudar, se beijam, e acaba rolando uma química que os amigos de Nick rapidamente notam e tentam fazer de tudo para que os dois fiquem juntos. Resultado, uma longa noite de muito blábláblá. O que eu acho interessante desse filme, é que ninguém jurou amor eterno depois da primeira noite, eles apenas se gostaram e seguiram assim, deixando o gosto de “quero mais”, para sabermos o que aconteceria com o quase casal. Assim, ele não deixa ninguém na expectativa de encontrar o seu amor verdadeiro em uma noite.

A Nikki vai falar um pouco sobre um dos mais conhecidos filmes de romance ever.

– Um amor para recordar

Nicholas Sparks é mestre em criar romances pouco prováveis. Não acho correto colocar “impossíveis” porque o mundo é incrível e supreendente demais para pensarmos que algo nunca irá acontecer, mas vamos combinar: algumas coisas podem ser tão comuns quanto ganhar um bilhão de dólares na loteria.

Ao meu ver as obras de Sparks são assim: uma em um milhão. Como em “Um amor para recordar”, por exemplo. Não é incomum se apaixonar por alguém com a saúde fragilizada como acontece na trama entre Landon e Jaime, mas o foco dessa parte do post não é a tragédia. Estou aqui para falar sobre a atitude de Landon quanto aos sonhos de Jaime. A vontade que ele tem em realizar cada um pensando na felicidade dela. Esse, para mim, é o auge do enredo. Não é o drama, não é o final, não é o fato dele ser o popular e ela a filha do pastor. Não. É o fato dele se empenhar em realizar os sonhos da amada e amadurecer nesse processo.

Bate uma leve depressão quando o filme termina e pensamos na nossa realidade. Quais são as chances disso acontecer? Desenvolver um amor como o de Landon e Jaime é algo raro. Uma sorte. Uma sorte tão grande quanto a de ser o “um” entre o “um milhão” que ganha na loteria. E, na verdade, o amor não deixa de ser uma loteria da qual todos estamos participando, querendo ou não. Porque não há apostas. É algo que simplesmente acontece – ou não, para alguns.

E por fim, mas não menos importante, temos a Fefa.

– ABC do amor

“A verdade é que haverá outras garotas por aí. Quero dizer, espero que sim. Mas, nunca mais vou ter outro primeiro amor. O primeiro amor vai ser sempre ela” e foi com Gabe apaixonado por Rosemary Telesco que eu descobri que o amor é encontrar dento de si uma coragem que você nem sabia que tinha. E eu chorei aos nove anos quando descobri que aquele namoradinho de escola sempre seria meu primeiro amor. Esse é talvez o filme mais realista de toda nossa lista. Porque o primeiro amor é aquele que você não sabe exatamente o que está sentindo, e nem quanto tempo isso dura… é tipo uma dor de barriga. O meu primeiro foi no prézinho… Arthur o nome dele, mas eu tinha só três anos. Mas o primeiro de verdade, de gelar a barriga, veio aos nove quando me apaixonei por uma carinha que alguns anos mais tarde até veio a ser meu namorado… a verdade é que haverá outros garotos por aí. Espero que sim!

O melhor amigo da noiva

Sabe aquele seu amigo que conta tudo pra você, e divide desde o que ele comeu no almoço até as meninas com quem ele sai? Sabe aquele que te pede conselhos amorosos que ele não vai seguir? Sabe aquele que te conhece há anos e sabe de todos os seus gostos e manias? E que por acaso é o carinha por quem você tem uma paixão secreta??? Então. Vá pra Escócia, arranje um noivo duque e esse seu amigo simplesmente vai descobrir que te ama . Apaixonar por melhor amigo é uma coisa que eu já fiz muito, e escreve o que eu estou falando, nunca deu certo. Você nunca sabe como se declarar, e rola sempre aquele climão de “friendzone”. Das duas uma, ou vocês se dão bem, se casam e formam o casal mais lindo de todos os tempos, ou a amizade sempre ficará comprometida pelo fato constrangedor da recíproca não-verdadeira. Eu aprendi a não arriscar mais nisso… por enquanto.

Então é isso! Divirtam-se no dia dos namorados, e be safe!

Dê, Jack, Fefa e Nikki

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