A premissa do verdadeiro amor

1937, ano em que o estúdio Disney de animações lançou seu primeiro longa-metragem, Branca de Neve e os Sete Anões, versão do clássico conto dos Irmãos Grimm. A diferença do clássico para a versão Disney? O beijo de amor.  Na história original, o príncipe fica encantado pela princesa no caixão de vidro e resolve levá-la para o castelo, no caminho a carruagem passa por um buraco que faz o caixão balançar e o pedaço de maçã que a estava engasgando sai da boca e ela acorda. Nada de beijo. No fim eles acabam se casando de qualquer forma. Mas o ponto aqui é outro, desde sua primeira princesa, a Disney propôs a premissa do amor verdadeiro, do príncipe encantado… O “feliz para todo sempre”. São princesas que vivem com um único objetivo: encontrar o amor. São moças com menos de vinte anos que acreditam em amor à primeira vista. Isso fazia todo sentido na época. Até os anos 60, eram comuns os casamentos arranjados, então, casar com um cara que você viu só uma vez era “ok”, não custava nada sonhar que ele seria um príncipe encantado.

São várias as princesas que se precipitaram ao levar para o altar o primeiro boy que beijaram na balada: Branca de Neve, Cinderella, Aurora, Ariel e Bela. O que falar desse príncipe que acabou de me beijar e eu já considero pacas?

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O problema é que os tempos mudaram, e desde Shrek as princesas não estão mais as mesmas.

Uma série de filmes de princesas vem sendo feitos e quebram o conceito ultrapassado de “amor verdadeiro”. Em “Shrek” o beijo de amor verdadeiro que deveria quebrar a maldição faz com que a Fiona vire ogra pra sempre e isso está longe da perfeição dos finais felizes. O “Encantada”, que mistura vida real e animação, é o primeiro que questiona a precipitação das princesas ao casar com o primeiro que vem pela frente e mostra que o amor verdadeiro não necessariamente é um príncipe no cavalo branco. Em “A Princesa e o Sapo” a situação é semelhante à de “Shrek ImagemEm “Enrrolados” e “Frozen”, o fato de “você não poder se apaixonar pelo primeiro cara que aparece pela frente” é reafirmado pelas falas de Gothel (“mãe” da Rapunzel) e de Elsa.

Mas, um conto de fadas sem amor não é conto de fadas, por isso o amor romântico foi substituído por um tipo de amor ainda mais forte. O amor verdadeiro está na relação maternal em “Valente” e na fraternal em “Frozen” que pode surpreender os espectadores que estão acostumados a “shipar” os casais. A verdade é que o sentimento forte de afeto, que é o amor, pode estar em qualquer lugar ( vide amizade das meninas do Agora V4i!)

No mais recente filme da Disney, o Malificent, temos mais uma vez uma demonstração do questionamento do amor verdadeiro. O enredo que conta com traição, vingança e uma maldição do beijo de amor verdadeiro pode acabar surpreendendo você!

Beijos e boa sorte com o príncipe encantado 😉
Fefa

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